O desenvolvimento anda de trem


Há 170 anos o Brasil iniciava sua malha ferroviária, com uma ferrovia que ligava a cidade do Rio à de Petrópolis. O clima do Rio de janeiro não era apropriado para nossa família real, que sentia muito calor e desejava o frescor da serra. Fez-se então os primeiros 14,5 km de trilhos no Brasil. Apesar da motivação relativamente fútil, aqueles trilhos representavam um salto tecnológico de monta. D. Pedro II era um rei culto e moderno, ainda que algo contraditório, chegando a flertar com o anarquismo – teria doado as terras para a experiência anarquista brasileira – enquanto mantinha a escravidão.


O rei estava determinado e pôs o império na faina de fazer novos trilhos. Mais tarde, já na República, com o apoio dos ingleses e financiado pelo café, São Paulo fez milhares de quilômetros de ferrovia. Com capital privado e conhecimento alheio, construímos um sistema ferroviário de ponta, com a melhor tecnologia existente àquela época, vencendo desafios importantes e imponentes, como a Serra do Mar.

Os trilhos, contudo, haviam sido planejados para atender o ciclo econômico do café, que entrou em colapso em 1929, devido à quebra da bolsa de Nova Iorque. Com um projeto de estado, toda aquela infraestrutura poderia ser reaproveitada de outra maneira, mas infelizmente tudo foi abandonado, colocado de lado e, aos poucos sucateado, de forma irresponsável e delituosa.


As ferrovias representam a maneira mais segura, econômica e de menores danos ambientais para o transporte de passageiros e cargas a médias e longas distâncias, aumentando inclusive a competividade externa dos produtos de exportação e barateando para o consumidor final os produtos destinados ao consumo interno.


Continua em http://isosendacz.org/2022/04/07/o-desenvolvimento-anda-de-trem/


O Eng. José Manoel, Conselheiro desta EngD, é autor também de https://isosendacz.org/2021/09/04/o-marco-provisorio-das-ferrovias/


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